quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Não derrube essa árvore!

Esse poema não vale a pena!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Túnel do Tempo


ella fitzgerald estava escrito

à caneta na fita k7

que minha mãe levava

para o extinto gourmet.


mamãe chegava do trabalho tarde

sempre elegante,

mas cheirando a restaurante.

às vezes dava um jeito

de chegar com figurinhas

de algum álbum que colecionava

era uma alegria dupla!


minha primeira televisão

foi uma preto e branco

vovó tinha uma tv imponente a cores

que ficava na sala

hoje seria uma bela peça de museu


bivó maria a matriarca da casa

todo dia às quinze para as seis da manhã

sentava na sua cadeira de balanço

e via a missa as alturas

sempre aquele mesmo padre de batina verde

impunha sua voz potente

que reverberava por toda a casa.


depois da missa,

bivó tomava seu café da manhã peculiar.

ao invés de misturar

leite no café

ela preferia leite condensado.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Laboriosa

você se reinventa
pinta minha alma
e depois me larga
numa rua sem saída.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Gota

em
fração
de
segundo
cores
se
alternam
provocando
vertigem


impacto
absorvido
cria
mini
marolas
que 
se
inrradiam
por
alguns
metros.

gota
se perde
num
aglomerado
de
pingos
conhecido
como
poça
de
mágoas

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Fora de Frequência

às vezes
me sinto
como uma
rádio a.m.
totalmente sozinho
na minha estação

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ainda Não Invisíveis



centenas
delas
vão
flutuando
pelo
quarto

enquanto
umas
sobem
outras
descem

vivendo
em
sua
própria
órbita
e
desafiando
a
lei
da
gravidade


as
poeiras
vem
e
passam
aparecendo
a
olho
nu
e
depois
sumindo
para
sempre

segunda-feira, 25 de março de 2013

Às vezes

a melancolia
se afunda
num mergulho
onde a tristeza
se acumula
até deixar vazar
comportamentos
desequilibrados





quinta-feira, 21 de março de 2013

Receio

às
vezes
tenho
medo
de
a
poesia
sair
de
mim

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ciclo

se me vem a lágrima
deixo- a escorrer
até embaçar meu óculos

lembrança vira tristeza
que vira incômodo nos olhos

impaciência em tirar 
manchas da lente 
me faz esfregar o paninho
até ficar polido 
e o sentimento passar.