segunda-feira, 20 de junho de 2011

?

converso com o silêncio,
me entrego em fragilidade
íntimo de mentira

vivo essa ilusão inventada
vicia como cacoete
mordida de pera

vou sendo costurado,
remendado,
rodopiando feito balé


logo canso,
me desequilibro
e caio.

ainda caio
sem saber
o por que?

sábado, 4 de junho de 2011

Não pode esperar.

não importa o lugar,
nem o contexto.
quando vem a sensação,
tudo é interrompido.

por alguns segundos
toda atenção é roubada
e somente o que interessa
é o espetáculo natural
chamado espirro.