quinta-feira, 12 de abril de 2012

único ator.

prédio espelhado
me dá um novo
ponto de vista
do céu anuventado

estou sentado tomando café
na calçada numa mesinha
com vista para faria lima

todo tipo de gente passa por aqui
parece que minha vida
está cheia de figurantes
protagonistas de si mesmo

Perecível

verdades refeitas
realinham todo conceito,
tranformando o convencional
numa espécie de versão 2.0.

recrio objetivos,
guardo pessoas no baú,
talvez um dia reencontre com uma delas
seja no acaso ou em lembrança.

o tempo me mostra
que tudo escapa
e a realidade se desmancha
em novas formas

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Exílio

alguns artistas passaram por isso. geralmente em paris, londres, nova iorque, berlin, são paulo. são paulo?
pois é, foi o que deu para o momento. afinal, não sou um chico e nem um caetano.

sou vendedor, poeta e quase casado. vendedor e poeta uma contradiçao interesante e confusa.

atualmente vivo exilado em moema, cercado de ruas indígenas. minha tribo fica na alameda dos tupiniquins, sou vizinho dos aratãs e dos ailcás.

aqui as tribos são contemporâneas. vivemos em prédios de trinta andares, nos acostumamos com aviões cortando o céu a cada quinze minutos. o carro é um anexo do corpo. sem ele somos cadeirantes.

amo essa cidade mas meu coração é carioca.