segunda-feira, 20 de junho de 2011

?

converso com o silêncio,
me entrego em fragilidade
íntimo de mentira

vivo essa ilusão inventada
vicia como cacoete
mordida de pera

vou sendo costurado,
remendado,
rodopiando feito balé


logo canso,
me desequilibro
e caio.

ainda caio
sem saber
o por que?

5 comentários:

  1. Interessante, poema sem rima, sem lírica...Diferente!

    ResponderExcluir
  2. Pois é...
    Difícil de explicar... mas acho que não há uma pessoa que não tenha sentido essas coisas em algum momento da vida...

    ResponderExcluir
  3. Parabéns, você escreve muito bem!!!

    ResponderExcluir
  4. É a sentido de andar na corda bamba, a vida é mesmo dessas. Viajo em seus poemas.

    abraço,
    www.todososouvidos.blogspot.com

    ResponderExcluir
  5. Muito bom! Alias, como todo o resto do blog, parabéns

    ResponderExcluir