domingo, 10 de maio de 2009

Ressaca.

exausto, me sentia afundado
na rotina do trabalho;
o corpo fedia a bebida e cigarros;
cotovelos apoiados na mesa;
mãos inquietas esfregam
os olhos avermelhados;
noite virada no vazio
de uma embriagada madrugada
em bares malditos que não fechavam;
destruído, esqueci o cansaço
tomando um balde de café e
voltando para o trabalho.

4 comentários:

  1. pô cara, esse poema dá uma sensação estranha... eu não bebo, mas fiquei com uma sensação de vazio...

    abração! (Nessullius)

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  2. Não podia deixar de vir nesse post comentei no de cima e final mente no Ressaca, como falei no anterior o Ressaca é bem minha cara, por incrivel que pareça costumo virar aos domingos e na segunda sempre me lasco, isso é a mais pura verdade, chegar em casa destruido, com olhos vermelhos e com o corpo fedendo.

    Essa é a nossa realidade, mas chega uma hora que parece que isos acaba, DIZEM...

    BLOGdoRUBINHO
    www.blogdorubinho.cjb.net

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  3. A inevitabilidade.
    Nada pior do que a vida que se repete e que nos obriga a ser o que não somos.
    Seus poemas são curtos, enxutos, quase não-líricos, mas há algo de terno neles.
    Valeu.
    Abraços.

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  4. O lado 'bom' de estar desempregada é que posso andar pelos bares e não ter que acordar cedo no dia seguinte como o cara (ou mulher) do poema.

    Muito bom, consegui visualizar direitinho a criatura acabada!

    Abs.
    http://damasdevermelho.blogspot.com/

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